O Silmarillion – Parte II

Retomando a ideia de mostrar o Silmarillion de uma nova maneira, nesse segundo post, vou abordar os capítulos I e II do Quenta Silmarillion.

Para quem ainda não leu a primeira parte do post, segue o link Parte I – O Silmarillion.

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 A Primeira Guerra e a chegada de Tulkas

Diz-se entre os sábios que a Primeira Guerra começou antes que Arda estivesse totalmente formada, e antes mesmo que qualquer criatura crescesse ou caminhasse sobre a terra; e por muito tempo Melkor prevaleceu.

Com o advento da Primeira Guerra em Arda, como citamos no post anterior, um espírito  de enorme força, um ainur chamado Tulkas, veio para Arda e ali se estabeleceu.

Foi ele que, com sua risada e fúria afastou Melkor de Arda e assim os maiar viveram em relativa paz por um tempo.

Assim os Valar conseguiram trazer ordem aos mares, terras e montanhas. A terra voltou a ser moldada do modo como os Valar haviam imaginado.

Yavanna, ajudando a moldar a Terra, começou a plantar as sementes que tinha imaginado há muito tempo atrás.

Porém, como havia necessidade de luz, pois os fogos estavam domados ou enterrados nas colinas, Yvanna fez um pedido para seu marido.

Aulë, a pedido de Yavanna, criou duas lamparinas poderosas para iluminar a Terra-média, construída por ele entre os mares circundantes. Então Varda encheu as lamparinas, e Manwë as consagrou; e os Valar as puseram em cima de colunas altíssimas, mais elevadas do que qualquer das montanhas mais recentes. Ergueram uma lamparina junto ao norte da Terra-média, e ela se chamou Illuin; e a outra foi erguida no sul, e foi chamada Ormal; e a luz das Lamparinas dos Valar se derramou por toda a Terra, iluminando tudo como se fosse sempre dia.

Foi após a criação das lamparinas e da propagação da luz que as sementes plantadas por Yavanna começaram a brotar e desenvolver.

Assim, tivemos a criação da fauna e flora na Terra-Média, ainda que algumas espécies não tivessem sido concebidas naquele momento.

uma infinidade de seres em crescimento, grandes e pequenos, musgos, capins e enormes samambaias, e árvores cujas copas eram coroadas de nuvens, como montanhas vivas, mas cujos pés ficavam envoltos numa penumbra verde. E surgiram feras que habitavam as pradarias, os rios e os lagos, ou caminhavam nas sombras dos bosques. Ainda não surgira nenhuma flor, nem cantara pássaro algum, pois esses seres esperavam sua vez no ventre de Yavanna; mas havia abundância do que ela imaginara, e nenhum lugar era mais rico do que as partes mais centrais da Terra, onde a luz das duas Lamparinas se encontrava e se fundia.

O Retorno de Melkor

O retorno de Melkor não tardaria e se deu assim que os Valar resolveram descansar e festejar as suas criações maravilhosas.

os Valar repousavam da sua labuta e observavam o crescimento e o desabrochar daquilo que haviam inventado e iniciado, Manwë ofereceu uma grande festa; e os Valar e toda a sua gente atenderam ao convite. No entanto, Aulë e Tulkas estavam exaustos; pois a habilidade de Aulë e a força de Tulkas haviam estado ininterruptamente a serviço de todos, nos dias de sua faina.

Melkor, assim que soube (pois tinha espiões e amigos entre os maiar) chamou pra si aqueles espíritos que desviaram do serviço para sua causa, e formou seu exército.

Muitos dos maiar que passaram a servir Melkor, foram transformados nas criaturas conhecidas por balrog, posteriormente.

Sauron também era um desses maiar. E sobre ele recai a maior curiosidade.

Sauron era maia de Aulë e passou a ser vassalo de Melkor

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Entrarei um pouco mais na história de Sauron, posteriormente, mas só a título de curiosidade, Sauron é um maia importante (igualmente importantes eram os maiar  Olorin, Curunir, Aiwendil, Alatar e Pallando) na obra de Tolkien. Todos nos sabemos quem ele virá a ser, em O Senhor dos Anéis.

Cabe dizer que ele era um maia de Aulë, e foi seduzido por Melkor. Tinha outros nomes, em momentos específicos. Foi conhecido por Gorthaur (significa o Cruel), conhecido por Aulendil (significa alguém devotado à Aulë), Artano (significa Alto Artífice) e Annatar (significa Senhor dos Presentes).

Esses nomes foram assumidos por ele na Segunda Era, mas não se preocupem, no momento oportuno abordarei de uma forma melhor. E explicarei porque ele adotou da nome desses.

Bom… voltando…

Melkor se enfureceu com a beleza que viu em Arda e aguardou o melhor momento para retornar.

Aguardou um momento propício…

 E dizem as canções que, naquela festa, na Primavera de Arda, Tulkas desposou Nessa, a irmã de Oromë, e ela dançou diante dos Valar sobre a relva verdejante de Almaren Tulkas então adormeceu, exausto e contente, e Melkor acreditou que sua hora havia chegado.

…E chegou à Terra-Média, sem que fosse percebido.

A Construção de Utumno

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Melkor iniciou escavações em Arda e construiu uma enorme fortaleza nas profundezas. A luz das árvores pouco penetravam em sua fortaleza.

A esse reduto foi dado o nome de Utumno. Dali emanava ódio que destruiu a Primavera de Arda. Os Valar ainda não sabiam o motivo daquele evento.

Foi quando os seres adoeceram, os rios foram obstruídos, e pântanos foram criados, e feras se transformando em monstros de chifres, que os Valar tiveram a certeza que Melkor voltou.

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Os valar sairam a procura do esconderijo de Melkor, e o Senhor do Escuro atacou primeiro.

o primeiro golpe antes que os Valar estivessem preparados, atacou as luzes de Illuin e Ormal, arrasou suas colunas e quebrou suas lamparinas. Quando as enormes colunas desmoronaram, terras fenderam-se e mares elevaram-se em turbulência. E, quando as lamparinas foram derrubadas, labaredas destruidoras se derramaram pela Terra. E a forma de Arda, além da simetria de suas águas e de suas terras, foi desfigurada naquele momento, de modo tal que os primeiros projetos dos Valar nunca mais foram restaurados.

Melkor conseguiu fugir, pois os Valar estavam ocupados impedindo a destruição de suas obras.

A morada Valar foi destruída completamente. Por isso eles resolveram partir da Terra-Média e foram para a terra mais ocidental de todas, Aman, junto aos limites do mundo.

Os limites após essa terra é o Mar de Fora, conhecido pelos elfos de Ekkaia, que circunda toda Arda.

Ali em Aman eles fortificaram sua morada.

Ergueram as Pelóri (as montanhas de Aman, mais altas de toda a Terra) e no pico mais alto (Taniquetil) Manwë colocou seu trono.

Dizem que em Taniquetil, Varda e Manwë consegue ver a Terra toda, até mesmo as maiores distâncias a leste.

 E por trás das montanhas eis que se estabeleceu uma região conhecida pela maioria de vocês…

os Valar estabeleceram seu domínio na região chamada Valinor; e ali ficavam suas casas, seus jardins e suas torres. Nesse território seguro, os Valar acumularam enorme quantidade de luz e tudo de mais belo que fora salvo da destruição. E muitas outras coisas ainda mais formosas eles voltaram a criar; e Valinor tornou-se ainda mais bonita do que a Terra-média na Primavera de Arda. E Valinor foi abençoada, pois os Imortais ali moravam; e ali nada desbotava nem murchava; não havia mácula alguma em flor ou folha naquela terra; nem nenhuma decomposição ou enfermidade em coisa alguma que fosse viva; pois as próprias pedras e águas eram abençoadas.

A benção de Yavanna, uma canção de poder, unida à meditação calada de Nienna, trouxe algo inimaginável. O nascimento das Duas Árvores de Valinor.

Naquele momento, os Valar, reunidos para ouvir o canto de Yavanna, estavam sentados, em silêncio, em seus tronos do conselho no Máhanaxar, o Círculo da Lei junto aos portões dourados de Valmar; e Yavanna Kementãri cantava diante deles, e eles observavam.

E enquanto olhavam, sobre a colina surgiram dois brotos esguios; e o silêncio envolveu todo o mundo naquela hora, nem havia nenhum outro som que não o canto de Yavanna. Em obediência a seu canto, as árvores jovens cresceram e ganharam beleza e altura; e vieram a florir; e assim, surgiram no mundo as Duas Árvores de Valinor. De tudo o que Yavanna criou, são as mais célebres, e em torno de seu destino são tecidas todas as histórias dos Dias Antigos.

As características das Duas Árvores de Valinor

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Uma tinha folhas verde-escuras, que na parte de baixo eram como prata brilhante; e de cada uma de suas inúmeras flores caía sem cessar um orvalho de luz prateada; e a terra sob sua copa era manchada pelas sombras de suas folhas esvoaçantes. A outra apresentava folhas de um verde viçoso, como o da faia recém-aberta, orladas de um dourado cintilante. As flores balançavam nos galhos em cachos de um amarelo flamejante, cada um na forma de uma cornucópia brilhante, derramando no chão uma chuva dourada. E da flor daquela árvore, emanavam calor e uma luz esplêndida. Telperion, a primeira, era chamada em Valinor, e Silpion, e Ninquelótë, entre muitos outros nomes; mas Laurelin era a outra, e também Malinalda e Culúrien, entre muitos outros nomes poéticos.

Foi após o nascimento dessas Arvores, que o Tempo passou a ser contado em Arda, a Contagem do Tempo.

Os Valar raramente iam até a Terra-Media naquele tempo. Era Yavanna que as vezes  ia ate a Terra-Média curar o que Melkor machuca. Oromo, o domador de feras, por vrzes cavalgava nas florestas escura dali.

Sempre que Oromë aparecia, Melkor se escondia em Utumno e tremia, pois previa a ira que estaria por vir.

Por me esse medo era passageiro. Assim que o valar se retirava, Melkor reunia seus homens e voltava a encher a terra de sombra e falsidade.

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Por hoje ficamos por aqui… Espero vocês no próximo post. Não percam a história sobre as Silmarils…

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