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As Crônicas de Gelo e Fogo – Dragões, Fogo, Sangue e sua Dança

A vida e os feitos dos Dragões que voaram sobre os Sete Reinos

A esmagadora maioria dos fãs de As Crônicas e Gelo e Fogo, assim como eu, são apaixonados por dragões. E os dragões concebidos pela imaginação de G.R.R. Martin são especialmente fascinantes.

O intuito do post é analisarmos a história dos Sete Reinos de outro prisma. Um ponto de vista que leve em consideração os eventos cuja participação dos dragões foi importante.

E não só isso, o post também buscará apresentar os dragões que passaram por Westeros, e quais foram seus cavaleiros.

É inegável que a história atual de Westeros está intimamente ligada aos dragões.

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Aegon, o Conquistador e Balerion, o Terror Negro

Essas criaturas poderosas ajudaram a forjar a história de Westeros, não só apenas na chegada de Aegon o Conquistador, como também forjaram o futuro do continente ao longo dos anos.

Sua origem, por vezes é confundida pois muitos acreditam que os Dragões vieram de Valíria, mas há relatos de que eles vieram de ainda mais longe, de Asshai das Sombras.

Ouvira dizer que os primeiros dragões tinham vindo do leste, das Terras das Sombras para lá de Asshai e das ilhas do Mar de Jade. Talvez alguns ainda aí vivessem, em reinos estranhos e selvagens. A Guerra dos Tronos – capítulo 23, Daenerys III

Talvez essa confusão se dê pois foram os valiriano que aprenderam a domar essas criaturas, há muitos séculos atrás.

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As Catorze Chamas de Valíria

— Então o que estamos vendo são os fogos das Catorze Chamas a refletirem-se nas nuvens?
— Catorze ou catorze mil. Que homem se atreve a contá-las? Não é sensato para os mortais olharem com demasiada atenção para esses fogos, meu amigo. Aqueles são os fogos da fúria do próprio deus, e nenhuma chama humana pode ser comparada. Somos criaturas pequenas, nós, os homens.
— Algumas mais pequenas do que outras. — Valíria. Estava escrito que no dia da Destruição todos os montes ao longo de quinhentas milhas se despedaçariam para encher o ar com cinzas, fumaça e fogo, incêndios tão quentes e famintos que mesmo os dragões no céu foram envolvidos e consumidos. Grandes rasgões tinham-se aberto na terra, engolindo palácios, templos, cidades inteiras. Lagos ferveram e transformaram-se em ácido, montanhas ruíram, fontes de fogo cuspiram rocha fundida até uma altura de trezentos metros, de nuvens vermelhas choveu vidro de dragão e o sangue negro dos demônios, e ao norte o terreno fraturou-se, ruiu e caiu para dentro de si próprio, e um mar furioso jorrou para onde ele estivera. A mais orgulhosa cidade do mundo inteiro desapareceu num instante, o seu fabuloso império sumiu-se num dia, as Terras do Longo Verão foram queimadas, afogadas e arrasadas. A Dança dos Dragões – capítulo 33, Tyrion VIII.

Os rumores e histórias sobre dragões são antigos, pois se considerarmos os eventos de A Guerra dos Tronos como ponto de partida, o ultimo dragão foi visto em Westeros há 143 anos atrás. Mesmo assim, todos já ouviram histórias sobre essas fantásticas criaturas aladas de sangue e fogo.

São lendas tão arraigadas na mente de todos que até os mais céticos, concordam que os dragões existiram.

Provas concretas existem, mas só para aqueles que já tiveram  a oportunidade de visitar Porto Real e entrar na Fortaleza Vermelha.

O Trono de Ferro e a participação dos dragões

Aegon and his sisters (imagem da AWOIAF)

É interessante ver que os Sete Reinos foram reunidos graças ao poder destrutivo dos dragões e que o próprio Trono de Ferro, o atual objeto de desejo de Daenerys, Aegon (garoto que está com Sor Connigton), Stannis e os Lannister, foi forjado com a ajuda do dragão de Aegon, o Conquistador.

Segundo as canções, tinham sido necessárias mil lâminas para fazê-lo, aquecidas até brilharem, brancas, pelo sopro de fornalha de Balerion, o Terror Negro. A batedura levara cinquenta e nove dias. E o resultado fora aquela besta negra e corcovada feita de gumes de lâminas, farpas e tiras de metal aguçado; uma cadeira capaz de matar um homem, e que já o fizera, se fosse possível acreditar nas histórias. A Guerra dos Tronos – capítulo 43, Eddard XI

 Trono de Ferro - Marc Simonetti

Westeros conheceu (até onde sabemos, ou seja, nos livros publicados até o momento) os primeiros dragões com a chegada de Aegon e suas irmãs. Três foram os primeiros dragões que pousaram em terras westerosi…

Balerion, O Terror Negro, montado por Aegon o Conquistador, Rhaenys montada em Meraxes e Visenya em Vhagar pousaram em três colinas próximas a Torrente do Água Negra.

Seus nomes são homenagens aos antigos deuses valirianos.

– Os dragões de Aegon foram batizados em homenagem aos deuses da antiga Valíria – Dany contou aos companheiros de sangue uma manhã, depois de uma longa noite de viagem. – O dragão de Visenya era Vhagar, Rhaenys tinha Meraxes e Aegon montava Balerion, o Terror Negro. A Fúria dos Reis – capítulo 12, Daenerys I

A cronologia atual de Westeros é contada a partir desse momento, sendo o ano 1 DDA (Depois do Desembarque de Aegon).

Esses três dragões já tinham o tamanho necessário para combate. Até hoje, os feitos dessas criaturas são contados.

O poder dessas criaturas era descomunal, diferente de tudo que os westerosis já haviam visto.

E foi exatamente esse poder que deu aos Targaryen larga vantagem sobre o exercito de cada Casa que não lhes juraram lealdade.

Dizia-se que o sopro de Vhagar era tão quente, que era capaz de derreter a armadura de um cavaleiro e cozinhar o homem lá dentro; que Meraxes engolia cavalos inteiros; e quanto a Balerion… Seu fogo era negro como suas escamas, as asas tão vastas que vilas inteiras eram engolidas pela sua sombra quando passava por cima delas. A Fúria dos Reis – capítulo 12, Daenerys I

 A conquista de Westeros foi definida pelo poder dos dragões

È necessário dizer que, ainda que Aegon seja responsável pela unificação dos Sete Reinos, a conquista rápida e avassaladora se deu graças ao poder dos três dragões que vieram com ele e suas irmãs.

Esses três dragões tiveram uma participação fundamental na conquista de Westeros. Podemos ver isso claramente, quando a Batalha do Campo de Fogo é citada em A Guerra dos Tronos.

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Quando os dois reis se apresentaram, o exército Targaryen tremeu, estilhaçou-se e começou a fugir.

Por alguns momentos, escreviam os cronistas, a conquista esteve por um fio… mas só

por esses breves momentos, antes que Aegon Targaryen e as irmãs se juntassem à batalha.

Foi a única vez que Vhaghar, Meraxes e Balerion foram todos soltos ao mesmo tempo. Os poetas os chamaram o Campo de Fogo. Quase quatro mil homens morreram queimados naquele dia, e entre eles contava-se o Rei Mern da Campina. A Guerra dos tronos – capítulo 13, Tyrion II

 Após a Conquista, novamente dragões combateram…

Esse foi o primeiro capítulo da história dessas criaturas em Westeros. Depois da Conquista e unificação dos 7 Reinos houve eventos tão importantes que devemos mencionar, para que consigamos saber ainda mais sobre dragões.

Não… não estou falando de Drogon, Rhaegal e Viseryon (que ainda não sobrevoaram os céus de Westeros)…

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Atingirá, Drogon, a grandeza de Balerion?

Estou falando de outros dragões… dos dragões que participaram de um dos maiores eventos em Westeros, onde essas criaturas tiveram uma importância fundamental…A famosa Dança dos Dragões.

A primeira Dança dos Dragões

Considerações iniciais

Antes de abordarmos a primeira Dança dos Dragões, que aconteceu 200 anos antes do nascimento de Drogon, Rhaegal e Viserion, queria falar um pouco sobre a fonte que retirei essas informações e de que forma apresentarei para vocês.

Recentemente eu li o livro The Princess and the Queen escrito por G. R. R. Martin. Este conto foi lançado em uma antologia intitulada Dangerous Women, que reúne vários outros contos.

O livro ainda não foi lançado em português, mas você pode encontra-lo em inglês aqui:

Dangerous Women – The Princess and the Queen

São cerca de 100 páginas contadas por Meistre Gyldayn da Cidadela de Vilavelha, transcritas por G.R.R. Martin (sim, ele tem senso de humor).

É muito interessante ler para entender quais os motivos de tal conflito e entender por que muitos dragões morreram nessa época.

A minha intenção não é fazer uma resenha sobre o livro, mas sim trazer todos os elementos possíveis sobre o comportamento dos dragões, trazer informações sobre seus feitos e mostrar de forma inequívoca a participação dessas criaturas na história de Westeros.

Mesmo assim, de certa forma, resumirei o conto e citarei momentos decisivos para situar vocês de todos dos acontecimentos. Mas aconselho que depois, tentem ler o livro, pois ele é obrigatório para os fãs.

Como o post ficou grande demais, trarei ele em duas partes. A primeira parte acabará em um momento histórico, no ápice da Dança, e depois, o segundo post trará o desenrolar da trama e seu trágico final.

Tantos dragões….

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Decidi não traduzir os nomes dos dragões, pois até hoje não há uma tradução oficial. O único nome aqui traduzido é a de Asaprata, a dragão-fêmea da rainha Alyssane que é citada em As Crônicas de Fogo e Gelo.

Resolvi ainda destacar os nomes dos dragões para facilitar o reconhecimento. Há vários dragões, alguns são usados pelos Negros (negritado em preto), outros pelos Verdes (negritado em verde) e outros são selvagens ou não tem mais cavaleiros (negritado em vermelho).

Espero que ajude…

A causa da primeira Dança dos Dragões

A Dança dos Dragões é o nome florido atribuído à batalha visceral e selvagem pelo Trono de Ferro de Westeros travada entre dois ramos rivais da Casa Targaryen durante os anos de 129 a 131 DDA. The  Princess and the Queen (Dangeours Women)

Tudo se deu por conta da morte do Rei Viserys I.

Em 129 DDA, com a morte do Rei Viserys I (ao que parece por causas naturais), sua segunda e atual esposa, Alicent Hightower, juntamente com seu pai e também Mão do Rei, Otto Hightower, reuniu o pequeno Conselho para definir quem seria o proximo Rei.

A escolha era seu filho, Aegon II Targaryen.

Mas porquê reunir o Conselho para definir o herdeiro?

Acontece que, Viserys I teve uma primeira esposa, e com ela teve uma filha, Rhaenyra Targaryen e pela linha de sucessão seria ela a herdeira legítima do Trono de Ferro.

Sob o pretexto de que, se Rhaenyra ascendesse ao trono, seu marido Daemon Targaryen poderia matá-la para assumir o trono, Alicent tentou persuadir o Conselho.

Daemon Targaryen subir ao trono, segundo ela e seu pai era algo inconcebível, tendo em vista que ele era considerado tão cruel, quanto Maegor.

Havia também o fato de que Rhaenyra casou-se pela primeira vez com Laenor Velaryon, e os filhos, frutos desse enlace, eram considerados bastardos.

Cabe dizer aqui que esse fato é questionável tendo em vista que a Casa Velaryon é de origem valiriana.

Enfim, essas pessoas que se reuniram e se auto intitularam Os Verdes, decidiram por bem coroar Aegon II.

 Logo após a coroação foram buscar o apoio de seus vassalos e de todas as Casas dos Sete Reinos.

Rhaenyra foi avisada da coroação quando um corvo chegou em Pedra do Dragão.

A notícia deixou a legítima rainha furiosa, e isso acabou influenciando em sua gravidez. O trabalho de parto se antecipa, e ela sofre para dar a luz a sua pequena filha Targaryen… mas há complicações no parto, e a criança nasce morta. Esse é fato que culmina na explosão de uma guerra civil.

A princesa gritava maldições durante seu trabalho de parto, invocando a ira dos deuses sobre seus meio-irmãos e a mãe deles, a rainha e detalhando os tormentos que ela iria infligir sobre eles antes de deixá-los morrer. Ela amaldiçoou a criança dentro dela também.

_Saia! _ ela gritou, agarrando a barriga inchada, enquanto seu meistre e sua parteira tentava contê-la.

 _Monstro , monstro , saia , saia , saia!”

Quando o bebê finalmente saiu, ele provou de fato ser um monstro: uma garotinha natimorta, torcida e malformada, com um buraco no peito onde deveria estar seu coração, atarracada e com uma cauda escamada.

 A menina morta tinha sido nomeado Visenya. A Princesa Rhaenyra anunciou no dia seguinte, quando o leite da papoula tinha anulado a sua dor:

_”Ela era minha única filha, e eles a mataram. eles roubaram minha coroa e assassinaram minha filha, e agora responderão por isso.

E assim, a dança começou. The  Princess and the Queen (Dangerous Women)

 Dois fatos que devo citar… Esse é o início e um dos motivos para que tenha eclodido a guerra civil conhecida como A Dança dos Dragões.

Outro fato, fato impossível de ignorar… é:

Qual outra garota Targaryen, passando por grandes níveis de estresses e sofrimento teve seu filho morto no momento do nascimento, apresentando deformações?

Isso é assunto para outro post

Quem participou da Dança dos Dragões?

Praticamente todas as Casas de Westeros participaram das batalhas sucessivas do conflito, apoiando ou os Verdes ou os Negros.

Aqui segue os nomes dos Targaryen que compuseram as duas facções, e dos filhos deles que tinham dragões, ou ovos de dragões. Essa catalogação dos nomes dos Targaryen vai ajudar a entender os acontecimentos daqui para frente, pois é muito fácil se perder em meio a tantos Aegons, Daemons, Daerons, e tantos “emons”.

Para facilitar, eu criei essa árvore genealógica dos Targaryen, que é específica. Os nomes em branco mostram aqueles que não tomaram partido na Dança dos Dragões (ou já não estavam mais vivos na época da Dança).

Os de Cinza, representam a facção pró-Rhaenyra, (os Negros), e os de verde representam a facção pró-Aegon II (os Verdes).

Obs:. Daemon Targaryen é citado três vezes. Ele é a mesma pessoa. Ele é tio de Rhaenyra, marido de Rhaenyra, e também foi marido de Laena Velaryon.

Targaryen Family

Os Verdes

Rei Aegon II Targaryen (coroado após a morte de seu pai Viserys I)

Rainha Helaena Targaryen

Principe Aemond Targaryen, conhecido como Aemond-Caolho

Principe Daeron Targaryen

Principe Jaehaerys Targaryen  (criança de 06 anos)

Princesa Jaehaera Targaryen (criança de 06 anos)

Principe Maelor Targaryen (criança de 02 anos)

Os Negros

Rainha Rhaenyra Targaryen

Principe Daemon Targaryen

Principe Jacaerys Velaryon

Principe Lucerys Velaryon

Principe Joffrey Velaryon (12 anos)

Principe Aegon Targaryen

Principe Viserys Targaryen

Princesa Rhaenys Targaryen, A Rainha Que Nunca Foi.

Baela Targaryen (13 anos)

Rhaena Targaryen (13 anos)

*Lembrando que os Velaryon eram senhores em Derivamarca.

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Derivamarca

Os dragões que bailaram A Dança

Esse é um dos momentos mais interessantes da história de Westeros. É a primeira guerra civil de grande porte entre os Targaryen em Westeros.

Essa é uma trama que por si só teria tudo para ser excitante e fantástica… mas ainda consegue ser melhor. Pois há dragões!

Justamente nessa época, que eu considero a Era de Ouro dos Dragões, haviam cerca de 16 (dezesseis) dragões em idade para serem montados e combaterem, sem contar uma dúzia de ovos e pequenos filhotes espalhados entre os filhos menores desses dois ramos Targaryen.

Ela enumerou para o conselho.

Rei Aegon tinha seu Sunfyre. Um esplêndido animal, embora ainda fosse jovem.

Aemond-Caolho montava Vhagar, e o perigo que representava a antiga montaria da rainha Visenya, não poderia ser negado.

A montaria da Rainha Helaena era a Dreamfyre, a dragão-fêmea que fora de Rhaena, a irmã do Velho Rei Jaequar.

O Dragão do Príncipe Daeron Targaryen era Tessarion, com suas asas escuras como cobalto e suas garras, crista e barriga escamadas, tão brilhante como cobre polido.

“Assim, são quatro dragões com tamanho suficiente para combater”, disse Rhaenys.

Os Gêmeos da rainha Helaena tinha seus próprios dragões também, mas não mais do que filhotes; o filho mais novo do usurpador, Maelor, possuia apenas  um ovo.

Contra isso, o príncipe Daemon tinha Caraxes e a princesa Rhaenyra tinha Syrax, ambas criaturas enormes e formidáveis.

Caraxes era especialmente temível, e depois da batalha nos Degraus (Passopedra) sangue e fogo não lhe eram estranhos.

Os três filhos de Rhaenyra com Laenor Velaryon eram todos cavaleiros de dragões.

Vermax, Arrax e Tyraxes prosperavam e cresciam a cada ano.

Aegon , o Jovem, o mais velho dos dois filhos de Rhaenyra com o Principe Daemon, comandava o jovem dragão Stormcloud, embora ele ainda não o tivesse montado.

Seu irmão mais novo, Viserys, estava sempre com seu ovo.

A própria dragão-fêmea de Raenys, Meleys, a Rainha Vermelha, cresceu preguiçosa, mas manteve-se temível quando despertou.

Os Gêmeos do príncipe Daemon com Laena Velaryon poderiam ainda ser cavaleiros de dragão.

O Dragão de Baela, o delgado e verde-palido Moondancer, logo seria grande o suficiente para suportar a menina em cima de suas costas … e apesar do ovo de sua irmã Rhaena ter eclodido, uma coisa quebrada emergiu do ovo, que morreu poucas horas.

Syrax havia botado recentemente outra ninhada.  Um de seus ovos tinha sido dado a Rhaena, e foi dito que a menina dormia com ele todas as noites, e orou por um dragão para combinar com sua irmã.

Além disso, outros seis dragões fizeram suas tocas nas cavernas esfumaçados do Montanha do Dragão acima do castelo.

Havia Asaprata da boa Rainha Alysanne (essa é citada em As Cronicas), em boa idade para ser montada; Seasmoke, a besta cinza-pálido que tinha sido o orgulho e a paixão de Ser Laenor Velaryon (primeiro marido de Rhanerya); e o velho Vermithor, impossível de ser montado desde a morte do rei Jaehaerys.

 E atrás da montanha habitavam três dragões selvagens, nunca reclamados nem montado por qualquer homem, vivo ou morto.

Os plebeus tinham nomeado eles como Sheepstealer, Grey Ghost, e Cannibal.

“Se encontrarmos cavaleiros para dominar Asaprata, Vermithor e Seasmoke, teremos nove dragões contra os quatro de Aegon.

E se montarmos e voarmos com seus parentes selvagens, teremos um número de doze, mesmo sem Stormcloud, “Princesa Rhaenys apontou.

“É assim que vamos ganhar esta guerra.” The  Princess and the Queen (Dangeours Women)

São esses os dragões protagonistas da primeira A Dança dos Dragões e serão esses os protagonistas desse post. Eu trarei o momento em que esses dragões aparecem no conto para podermos ter um vislumbre do poder dessas criaturas.

Logicamente, o início da guerra se dá com acordos, juramentos e casamento, como toda guerra política.

As primeiras batalhas na Dança dos Dragões foram travadas com penas e corvos, com ameaças e promessas, decretos e agrados. The Princess and Queen – Dangerous Women

Muitos pedidos de aliança e muitas promessas foram levados por homens ao invés de corvos. Homens montados em dragões.

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Daemon Targaryen e Caraxes

Logo depois, Jacaerys Velaryon estava voando para o norte sobre o seu dragão, Vermax. Seu irmão Lucerys rumou para o em Arrax, enquanto o Príncipe Daemon montou Caraxes e se dirigiu para o Tridente. The Princess and Queen – Dangerous Women.

Ao que parece, essa ação colheu bons resultados, pois os senhores das Casas prestaram seus juramentos.

O príncipe Jacaerys voou para o norte em seu dragão, convidando Senhora Arryn do Vale, e o Senhor Manderly de Porto Branco , Senhor Borrell e Senhor do Sunderland Sisterton e Cregan Stark de Winterfell .

Tão encantador era o príncipe, e tão temível era seu dragão, que cada um dos senhores que visitou prometeram apoio para a sua mãe (a Rainha Rhaenyra). The Princess and Queen – Dangerous Women.

 Quando sangue de dragão jorrou pela primeira vez…

O primeiro embate entre os Verdes e os Negros se dá em um momento de tensão, quando Aemond “Caolho” Targaryen vai à Ponta Tempestade pedir que Borros Baratheon se juntem à causa dos Verdes.

Acontece que o filho de Rhaenyra Targaryen, o garoto Lucerys e seu dragão Arrax também chegaram à Ponta Tempestade, para pedir que a Casa Baratheon abraçasse a causa dos Negros.

Dois rivais com seus dragões se encontrando, a poucos metros um do outro.

Borros impediu que o temperamental Aemond desafiasse o garoto Lucerys em seus domínios, pois ambos se apresentaram como mensageiros.

O Senhor de Ponta Tempestade não aceitou os termos dos Negros e dispensou o garoto.

Aemond também se retira.

Em meio a um extremo mal tempo, Lucerys volta para Pedra do Dragão mas é interceptado por Aemond Targaryen.

A luta não é, nem de longe, equilibrada.

Devemos lembrar que Aemond Caolho, montava Vhagar, o maior e mais poderosos dos Dragões daquela época… Um dragão que havia lutado ao lado do próprio Balerion.

A chuva impediu que Lucerys fugisse com seu dragão, mesmo sendo mais novo e mais ágil. O resultado foi sangrento.

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Lá fora, a tempestade estava em seu auge. Trovões rugiam ao redor do castelo e a chuva torrencial encobria os céus impedindo a visão, enquanto de tempos em tempos grandes raios de luz azul-branca iluminavam o mundo, deixando-o tão brilhante como o dia.

Era um péssimo tempo para voar, mesmo para um dragão, e Arrax estava lutando para manter-se no ar, quando o Príncipe Aemond, montado em Vhagar, aproximou-se por atrás dele.

Se o céu estivesse calmo, Príncipe Lucerys teria sido capaz de despistar seu perseguidor, pois Arrax era mais jovem e mais rápido… Mas o dia era negro, e assim sucedeu que os dragões se encontraram acima da Baía dos Naufrágios. Sentinelas que estavam sobre as muralhas do castelo viram explosões distantes das chamas, e ouviram um grito, cortante como um trovão.

 Em seguida, as duas bestas aladas estavam presas juntas, em torno de um raio crepitante. Vhagar era cinco vezes maior que seu inimigo, Era um sobrevivente, forjado e endurecido em mais de cem batalhas.

Se o que ali houve foi uma luta , não poderia ter durado muito tempo.

Arrax caiu, derrotado, para ser engolido pelas águas tormentosas da baía. Sua cabeça e pescoço submergiram próximas aos penhascos abaixo de Ponta Tempestade três dias depois, para fazer a festa de caranguejos e gaivotas.

Já o cadáver do príncipe Lucerys, submergiu rapidamente. E com a sua morte, a guerra de corvos, de emissários e os pactos de casamento chegaram ao fim, dando início a Guerra de Fogo e Sangue. The Princess and the Queen – Dangerous Women

Os Negros se vingam

E assim, o primeiro confronto foi vencido pelos Verdes.

Esse ato, considerado por muito como um ato covarde, aumentou o ódio de Rhaenyra que naquele momento já havia perdido seu direito ao Trono, sua filha no ventre, e agora seu filho mais velho.

Ações foram tomadas, e um ato de vingança foi perpetrado. Os contatos de Daemon Targaryen em Porto Real, foram suficientes para um contra ataque.

É muito interessante o que se passou, pois não só o filho mais velho do Rei Aegon II foi morto, mas também lançou a Rainha Helaena em uma depressão terrível, impedindo que ela tivesse condições psicológicas para lutar na Dança dos Dragões com sua Dreamfyre.

Embora Sangue e Queijo tivessem poupado sua vida, não se pode dizer que a Rainha Helaena sobreviveu realmente àquela noite fatídica.

Depois daquilo ela não iria comer, nem tomar banho, nem deixar seus aposentos, e ela não podia mais olhar para o seu filho Maelor, sabendo que havia o escolhido para morrer.

[…]

… a cavaleira de Dreamfyre, Rainha Helaena, passava os dias na escuridão, chorando, e, certamente, não poderia ser considerado como ameaça. The Princess and the Queen – Dangerous Women

Um ato acaba resultando em outro ainda mais terrível, e Aegon II, com ódio em seu coração, por ter perdido seu filho e herdeiro, se enfurece com a demora de seu sogro e Mão do Rei, Otto Hightower.

Assim ele destitui Sor Otto do cargo, e nomeia Criston Cole, o Senhor Comandante da Guarda Real, como a nova Mão do Rei.

Criston tem uma visão militar muito grande e com os exércitos e Aegon eles derrotam vários exércitos aliados aos Negros.

Quando chegam à Garra Rachada, o Sor do local fecha seus portões e envia pedidos de ajuda aos Negros, cobrando apoio de Rhaenyra.

E após nove dia… a ajuda chega…

De uma maneira gloriosa:

Nove dias depois de Senhor Staunton ter despachado o seu pedido de ajuda , o som de asas de couro foi ouvido através do mar, e Meleys a dragão-fêmea apareceu a cima da Garra Rachada. A Rainha Vermelha, como ela era chamada, por causa das escamas vermelhas que cobriam seu corpo, as membranas de suas asas cor de rosa, sua crista, chifres, e garras brilhantes como cobre.

imagem retirada de MTG
Meleys, A Rainha Vermelha

E em costas, com uma armadura de aço e cobre que brilhavam ao sol, cavalgava Rhaenys Targaryen, a Rainha Que Nunca Foi.

[…] Arqueiros e besteiros correram para seus postos e encheram o ar com flechas e quadrelos.

Escorpiões (armas de cerco) foram mirados para cima e suas flechas de ferro foram lançadas, iguais aquelas que uma vez tinham derrubado Meraxes em Dorne.

Meleys foi atingida, mas as setas só serviram para fazê-la ficar com mais raiva.

Ela desceu, cuspindo fogo para a direita e para a esquerda.

Cavaleiros foram queimado em suas selas, assim como crina, sela e arreios de seus cavalos.  Homens de armas largaram suas lanças e dispersaram. Alguns tentaram se esconder atrás de seus escudos, mas nem carvalho, nem ferro poderia resistir a respiração do dragão.

 Ser Criston sentou em seu cavalo branco gritando, “Aponte para o cavaleiro, ” através da fumaça e chamas.

Meleys rugiu. Fumaça ainda rodopiava de suas narinas quando um garanhão que escoiceava, preso em suas mandíbulas, era engolfado por línguas de fogo.

Então veio um rugido em resposta.

 Mais duas formas aladas apareceram: o próprio rei montado em Sunfyre, o Dourado e seu irmão Aemond sobre Vhagar.

Criston Cole havia lançado sua armadilha e Rhaenys foi mordeu a isca.

Mesmo assim, com o cerco fechado em volta dela, Princesa Rhaenys não fez nenhuma tentativa de fugir.

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Com um grito de alegria e um estalo de seu chicote, ela virou Meleys em direção ao inimigo. Sozinha contra Vhagar ela poderia ter tido alguma chance, pois a Rainha Vermelha era velha e astuta, e batalhas não eram novidades para ela. Mas contra Vhagar e Sunfyre juntos, a desgraça era certa.

Os dragões encontraram-na violentamente a mais de 300 metros acima do campo de batalha.

Bolas de fogo e uma explosão floresceram, tão brilhante que os homens juraram depois que o céu estava cheio de sóis.

As garras vermelhas de Meleys fecharam-se em torno do pescoço de ouro de Sunfyre por um momento, até que Vhagar caiu sobre eles, vindo de cima. Os três animais giraram em direção ao chão.

Eles atacaram com tanta força que as pedras caíram das ameias de Garra Rachada a meia légua de distância.

Aqueles mais próximos dos dragões não viveram para contar a história e aqueles que estavam distantes não puderam ver, por causa das chamas e da fumaça.

Passaram-se horas antes que os fogos se extinguisse. Mas a partir dessas cinzas, apenas Vhagar subiu, ileso.

Vhagar sobrevive... O mais antigo dos Dragões de A Dança dos Dragões
Vhagar sobrevive… O mais antigo dos Dragões de A Dança dos Dragões

Meleys estava morta, quebrada pela queda e rasgada em pedaços no chão. E Sunfyre, a esplêndida besta dourada, tinha metade de sua asa arrancada do corpo, enquanto o seu cavaleiro real teve algumas costelas quebradas, uma fratura no quadril, e queimaduras que cobriam metade do corpo.

Seu braço esquerdo foi o pior. A chama do dragão tinha queimado tão intensamente que a armadura do rei havia derretido em sua carne. Um corpo que se acredita ser de Rhaenys Targaryen foi encontrado mais tarde ao lado do cadáver de seu dragão, mas tão enegrecida que ninguém poderia ter certeza de que era ela.

 A amada filha de Lady Jocelyn Baratheon e Príncipe Aemon Targaryen, fiel esposa de Lord Corlys Velaryon, mãe e avó, a rainha Que Nunca Foi, viveu sem medo, e morreu em meio a sangue e fogo.

 Ela tinha 55 anos de idade. Oitocentos cavaleiros e escudeiros e homens comuns perderam suas vidas naquele dia também. Outros cem pereceram não muito tempo depois, quando o príncipe Aemond e Ser Criston Cole tomou a garra Rachada e executou toda a sua guarnição.

A cabeça do Senhor Staunton foi levada de volta a Porto Real e colocado em cima do grande portão.

… mas foi a cabeça do dragão-fêmea Meleys, levada pela cidade em um carro, que mais  impressionou a multidão de plebeus em silêncio.

Milhares fugiram de Porto Real depois, até que a viúva Rainha Alicent ordenou que os portões da cidade fechados e trancados.

Rei Aegon II não morreu, apesar de suas queimaduras. Elas trouxeram tanta dor que alguns dizem que ele orou pela morte.

Levado de volta a Porto Real em uma maca fechada para esconder a extensão de seus ferimentos, Sua Graça não se levantou de sua cama pelo resto do ano. Septões oraram por ele, meistres assistiu -lo com poções e leite da papoula , mas Aegon dormiam nove horas de cada dez, acordando apenas o tempo suficiente levar algum alimento escasso antes de dormir novamente.

[…]

O dragão do rei, Sunfyre, era muito grande e pesado para ser movido, e incapaz de voar com o ferimento de sua asa, e assim permaneceu nos campos além de Pouso de Gralhas, rastejando através das cinzas, como um grande ancião dourado.

Nos primeiros dias, ele alimentou-se sobre os cadáveres queimados dos mortos. Quando aqueles tinham acabado, os homens Ser Criston tinha deixado para trás para guardá-lo trouxe bezerros e ovelhas. The Princess and The Queen – Dangerous Women

Um Rei cai, outro se levanta

Aegon II ficou gravemente ferido, e um Rei regente precisou ser coroado. Aemond, Caolho, Targaryen recebeu com satisfação a coroa de Ferro e Rubi, que outrora pertenceu ao seu irmão Aegon II, e muito tempo atrás pertenceu a Aegon, o Conquistador.

Os Negros ficaram com certo receio, uma vez que agora Aemond era Rei.

O medo que Vhagar instilava era grande, o que fez Daemon e os Negros agirem com certa cautela.

Nenhum dragão vivo poderia se igualar a Vhagar tanto em tamanho quanto em ferocidade, mas Jace argumentou que, se Vermax, Syrax e Caraxes descessem em Porto Real de uma só vez,  até mesmo “o velho filho da puta ” não seria capaz de resistir a eles.

No entanto, tão grande era a reputação da Vhagar que o príncipe hesitou. The Princess and The Queen – Dangerous Women

 Mesmo sendo superiores em números de dragões, Daemon decidiu que os dragões selvagens em Montanha do Dragão necessitavam ser montados.

Com um numero ainda maior de dragões a Fortaleza Vermelha poderia ser tomada, e assim Rhaenyra sentaria no Trono de Ferro.

Enquanto se procuravam novos cavaleiros de dragões, Principe Joffrey voou até Vila Gaivota com Tyraxes para tentar reunir os homens do norte sob a bandeira dos Negros. Percebam que mesmo tendo vantagem numérico de dragões, os negros sempre buscaram  alianças com os senhores de Westeros.

Os pretensos cavaleiros de Dragões

Em Pedra do Dragão os primeiros Targaryen instituíram a lei da Primeira Noite. Deste modo o número de bastardos na região era grande.

As crianças bastardas, geradas pelos Targaryen (que diziam que ter um filho deles era um presente aos plebeus) eram chamados de Sementes.

Com a intenção de conseguir cavaleiros para os dragões selvagens, Daemon divulgou amplamente em Pedra do Dragão que qualquer Semente que conseguisse montar um dos dragões reclusos na Montanha ganharia terras, riquezas e seriam armado cavaleiros. Seus filhos seriam enobrecidos e suas filhas casariam com senhores. E melhor do que isso, lutariam ao lado do Príncipe de Pedra do Dragão contra Aegon II e seus partidários traidores.

Dragões sem cavaleiros

Os dragões que ali estavam eram Vermithor (o antigo Dragão do Rei Jaehaerys), Seasmoke (dragão do primeiro marido de Rhaenyra Targaryen) e Asaprata (o dragão de Alyssane). Os três já haviam sido montados, e estavam (até certo ponto) acostumados com a presença humana.

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É interessante saber que muitos homens e até mulheres se apresentaram, em reposta ao apelo do príncipe.

De escudeiros à ladrões e até empregadas domésticas, tentaram montar dragões.

Esse momento nos mostra que montar dragões não é igual montar cavalos. Do mesmo modo que Quentyn Martell teve um trágico fim, 16 homens o perderam suas vidas na tentativa e três vezes esse número foram queimados ou mutilados seriamente.

Mas… Alguns pretendentes conseguiram… e o mais interessante é quem conseguiu. O trecho abaixo é extenso, mas muito interessante.

Steffon Darklyn foi queimado até a morte enquanto tentava montar o dragão Seasmoke. O Senhor Gormon Massey sofreu o mesmo destino quando se aproximava Vermithor.

Um homem chamado Denys Prata, cujo cabelo e olhos lhe conferiu certa credibilidade à sua pretensão de ser um bastardo filho do rei Maegor o Cruel, teve um braço arrancado por Sheepstealer. Seus filhos correram rapidamente para tentar estancar a ferida, e foi nesse momento que Cannibal desceu sobre eles, espantando Sheepstealer e devoraram o pai e os filhos.

No entanto Seasmoke, Vermithor e Asaprata estavam acostumados a homens e tolerante com a sua presença.

Tendo uma vez sido montados, eles eram mais propensos a aceitar novos cavaleiros. Vermithor, o dragão do Antigo Rei, inclinou o pescoço para o bastardo de um ferreiro, um homem imponente chamado Hugh the Hammer ou Hard Hugh.

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O ferreiro bastardo, Hugh the Hammer, domou Vermithor

Enquanto um mercenário de cabelos claros chamado Ulf o Branco ( por causa do cabelo) montou Asaprata, a dragão-femea da Boa Rainha Alysanne .

E Seasmoke, que já tinha sido de Laenor Velaryon, deixou-se ser montado por um garoto de 15 anos conhecido como Addam Hull, cujas origens permanecem uma questão de disputa entre os historiadores até hoje.

Não muito tempo depois, Addam Hull provou tanto seu valor voando Seasmoke que o Sor  Corlys pediu insistentemente à Rainha Rhaenyra para remover a mancha da bastardia dele e de seu irmão. E foi quando o Príncipe Jacaerys acrescentou sua voz ao apelo, a rainha concordou. Addam Hull, Semente de Dragão e bastardo, se tornou Addam Velaryon, herdeiro Derivamarca. The Princess and The Queen – Dangerous Women

Observação: (Percebam que eu alterei a cor do nome de Vermithor, Seasmoke e Asaprata, pois, uma vez montados, agora eles estão a serviço de Rhaenyra Targaryen, representando os negros).

Aqueles que nunca foram montados

Na Montanha do Dragão havia também outros três dragões. Dragões esses considerados selvagens por nunca terem sido montados por qualquer cavaleiro. Por serem selvagens eram definitivamente mais ferozes.

Os camponeses os nomearam como Sheepstealer, Grey Ghost e Cannibal.

Os três dragões selvagens foram mais difíceis de serem domados. Foram feitas várias tentativas.

Sheepstealer, também chamado de “Lama Marrom” era um dragão chocado ainda quando o velho rei era jovem. A criatura tinha um gosto por carne de carneiro, e frequentemente descia em rebanhos de pastores em Derivamarca e Wendwater.

 Ele raramente atacava os pastores, a menos que tentassem afastá-lo, mas tinha sido conhecido também por devorar ocasionalmente um cão pastor.

Sheepstealer
Sheepstealer

Grey Ghost habitou em um respiradouro de fumaça na face oriental da Montanha do Dragão. Tinha certa predileção por peixes e frequentemente era visto voando baixo sobre o Mar Estreito, arrebatando presas na água.

Era uma besta cinza-branco e pálida como a cor da névoa da manhã. Era um dragão que todos julgavam ser tímido, pois evitava os homens e suas obras por um bom tempo.

O maior e mais antigo dos dragões selvagens foi o Cannibal, assim chamado porque ele tinha sido conhecido por se alimentar de carcaças de dragões mortos, e por descer sobre as incubadoras de Pedra do Dragão para devorar filhotes recém-nascidos e ovos.

Pretensos domadores de dragão tinham feito tentativas de montar ele uma dúzia de vezes; seu covil estava cheio de ossos deles.

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Vários pretendentes a cavaleiro de dragão tentaram… mas perderam a vida

Nenhum dos Sementes foram tolo o suficiente para perturbar o Cannibal (qualquer um que tenha ido não retornou para contar história).

Alguns procuraram por Grey Ghost, mas não conseguiram encontrá-lo, pois ele era sempre uma criatura esquiva.

Sheepstealer provou mais fácil de ser encontrado. Mesmo assim se mostrou ser uma criatura mau humorada e esperta, que matou mais sementes do que os três ” dragões de castelo” juntos.

Aquele que esperava domá-lo (depois que suas buscas por Grey Ghost foram infrutíferas) foi Alyn de Hull. Sheepstealer não queria nada com ele. E quando ele tropeçou em sua capa em chamas no covil do dragão, só uma ação rápida de seu irmão salvou sua vida.

Seasmoke levou o dragão selvagem para fora e Addam usou a sua própria capa para apagar as chamas. Alyn Velaryon levaria as cicatrizes do encontro em suas costas e pernas para o resto de sua longa vida. Podia se sentir afortunado, pois havia sobrevivido. Muitas dos outros Sementes e candidatos que aspiravam montar nas costas costas de Sheepstealer terminaram em sua barriga.

No final, o dragão marrom caiu de joelhos pela persistência e astúcia de uma “pequena garota suja” de 16 anos, chamada Netty, que lhe entregava uma ovelha recém- abatida, todas as manhãs, até Sheepstealer aprender a aceitar e esperar por ela.

Netty e Sheepstealer
Netty e Sheepstealer

Ela tinha cabelos pretos, olhos castanhos, pele morena, magra, de boca suja, e destemido… e a primeira e última cavaleira do dragão Sheepstealer .

Assim que Príncipe Jacaerys alcançar seu objetivo. Apesar de todas as mortes e a dor causada as viuvas, aos homens queimados que levariam as suas cicatrizes até o dia em que morresse, quatro novos cavaleiro de dragões foram encontrados. The Princess and The Queen – Dangerous Women

Os novos Cavaleiros de Dragões lutam por Rhaenyra TArgaryen e pelos Negros

Assim, com os novos cavaleiros de dragões prontos para atacar Porto Real e acabar com os verdes, os negros atacaram na primeira lua cheia do Ano Novo.

O único problema foi que na mesma época os planos e alianças de Otto Hightower (antigo mão do Rei Aegon II) tinham dado frutos, e o Conselho da Tríade Superior havia aceitado usa oferta.

É interessante ver que não só de dragões as famílias se apoiavam…. a ajuda em terra e mar era importante, principalmente para os Verdes que tinham um numero menor de dragões, e agora, com os dragões selvagens domados, seria muito pior para eles.

Noventa navios zarparam para os Degraus (Passopedra) sob a bandeira das Três Filhas.

Quem levou a notícia para Pedra do Dragão foi o pequeno Aegon, filho de Rahenyra, que chegou agarrado a seu dragão Stormcloud.

O conto chegou A Pedra do Dragão apenas quando o Príncipe Aegon chegou desesperadamente agarrado ao pescoço de seu dragão, Stormcloud.

Pedra do Dragão
Pedra do Dragão

O rapaz estava branco de medo, tremendo como uma folha e fedendo a mijo. Tinha apenas 09 anos e nunca havia voado antes… e Nunca voaria novamente, pois Stormcloud tinha sido terrivelmente ferido na fuga, chegando com os tocos de inúmeras setas cravados em sua barriga e um quadrelo de escorpião (arma de cerco) atravessado no pescoço. Ele morreu na hora, sibilando sangue quente, que jorrava e lançava nuvens de fumaça de suas feridas.

Os Negros decidiram enfrentar a Tríade com todo seu poder… Sob o comando de Jaecerys eles voaram em direção à frota em Passopedra.

[…] e olhou para cima para ver mais formas aladas próximas por toda Pedra do Dragão que logo se voltavam contra eles.

Uma coisa é enfrentar um dragão, outra é enfrentar cinco. Com Asaprata, Sheepstealer, Seasmoke e Vermithor descendo sobre eles, os homens da Tríade sentiram sua coragem abandoná-los . A linha de navios de guerra se quebrou e um barco após o outro se afastaram. Os dragões caíram como raios, bolas de fogo, cuspindo azul e laranja, vermelho e dourado, cada um mais brilhante do que o outro. Navio após navio foram feitos em pedaços ou foram consumidos pelas chamas.

Marc Simmonetti - Fortress Draconic

Homens gritavam ao pular no mar, envoltos em chamas. Colunas altas de fumaça negra se levantavam da água. Tudo parecia perdido… tudo estava perdido …

… Até que Vermax voou muito baixo, e foi desabar no mar.

Vários contos diferentes informaram o motivo da queda do dragão. Alguns alegaram que um seteiro colocou um quadrelo de ferro dentro de seu olho, mas esta versão parece muito similar à maneira de como Meraxes conheceu seu fim, há muito tempo em Dorne.

Outro relato diz-nos que um marinheiro no Ninho do Corvo de um navio de Myr lançou um gancho em Vermax, forçando-o a cair na agua. Um de seus dentes e duas escamas foram encontrados tempo depois. A criatura foi impulsionada pela própria velocidade a uma considerável. O marinheiro havia enrolado a corda do gancho no mastro, e o peso do navio teve o poder de arrancar uma asa de Vermax e um longo corte irregular na barriga do dragão.

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A ultima tentativa de Vermax contra a Frota da Tríade

[…] Sobreviventes disseram que Vermax lutou para sair da água, mas bateu a cabeça em um galeão queimado. O mastro veio abaixo e o dragão se enredou no cordame. Quando o navio afundou, afundou com Vermax junto.

Diz-se que Jacaerys Velaryon saltou de Vermax e e se agarrou a um pedaço de destroços fumegantes, apenas para desfrutar de mais alguns batimentos cardíacos, até que alguns besteiros a bordo do navio de Myr mais próximo começaram a mirá-lo. O príncipe foi atingido uma vez e, em seguida, novamente . Mais e mais homens de Myr trouxeram suas bestas. Finalmente ele foi atingido no pescoço, e engolido pelo mar. The Princess and the Queen – (Dangerous Women) 

Essa foi uma das batalhas mais sangrentas da historia.

No entanto, nenhuma dessas perdas foram sentidas tão profundamente quanto o de Jacaerys Velaryon, Príncipe de Pedra do Dragão e herdeiro do Trono de Ferro .

Mais um dragão perde a vida em batalha. Podemos perceber que os dragões não são imortais. Flechas e virotes de bestas são terríveis caso atinjam os olhos das criaturas.

As perdas são contabilizadas de ambos os lados. Dos 90 barcos da Tríade apenas 28 sobreviveram e voltaram para casa.

Percebam que os dragões são superiores aos exércitos em terra e as frotas em água. As batalhas não acabam por aí, e na verdade se intensificam.

Alguns dias depois, Ormund Hightower (que fazia parte dos Verdes) se vê preso entre dois exércitos, na Campina.

Senhor de Goldengrove e o Bastardo de Ponteamarga estavam em cima dele com um exército de cavaleiros montados, enquanto Alan Beesbury e Lorde Tarly cortavam sua retirada para Vilavelha.

E foi às margens do rio Vinhomel que eles atacaram pela traseira e pela dianteira, acabando com as chances de sucesso de Ormund Hightower.

E mais uma vez, um dragão foi a eça fundamental para virar o jogo.

Sor Hightower viu suas linhas desmoronarem. A derrota parecia iminente… até que uma sombra varreu o campo de batalha, e um terrível rugido ressoou acima, cortando o som de aço contra aço. Um dragão havia chegado.

O dragão era Tessarion, a Rainha azul, cor de cobalto e cobre.

imagem de Dragão da Paizo - Pathfinder RPG
Tessarion, A Rainha Azul

Quem vinha montando-a era o mais novo dos três filhos da rainha Alicent, Daeron Targaryen, com apenas quinze anos, escudeiro do Senhor Ormund.

A chegada do príncipe Daeron e seu dragão reverteu a maré da batalha.

Os homens de Ormond atacavam, gritando maldições contra seus inimigos, enquanto os homens da rainha fugram. Ao final do dia, Senhor Rowan recuou para o norte com os restos de seu exército, Tom Flores(o bastardo de Ponteamarga) estava morto e queimado entre os juncos,

[…]

Sor Hightower festejava a presença do Príncipe Daeron com auroques e vinho forte e nomeou-o ” Sor Daeron o Ousado”.

O príncipe modestamente respondeu:” Meu senhor agradeço as palavras mas, a vitória pertence a Tessarion.”

As perdas dos Verdes começam a fazer diferença

Com mais uma derrota, algumas pessoas ligadas à Rhaenyra chegam a cogitar um rendição. Mesmo após a perda de seu segundo filho, ela decidiu continuar, pois ainda tinha mais dragões que Aegon II.

Até aquele momento Rhaenyra havia perdido o direito de ser Rainha, perdeu sua filha recém-nascida, Lucerys e agora Jacerys.

Ela decidiu que conquistaria o Trono de Ferro ou morreria tentando.

A mesma vontade férrea que tomou conta de Rhaenyra, também tomou o coração de Aemond Caolho. Ele sabia que a maior ameaça era seu tio Daemon, que estava em Harrenhall, reunindo um grande exército.

Harrenhal
Harrenhal

Aemond convocou seu Conselho e anunciou a intenção de levar a batalha até seu tio e acabar com os senhores rebeldes. O Conselho pareceu divido, e apenas o Mão e de Tyland Lannister.

Alguns pediram para ele convocar Ormund Hightower e o recém-vitorioso Daeron e seu dragão-fêmea Tessarion, ou até mesmo esperar que Sunfyre se curasse.

Apostando na ferocidade, idade e tamanho de Vhagar, Aemond decidiu ir a Harrenhal enfrentar Daemon e Caraxes sozinho.

Antes mesmo de Aemond levar seu exército e seu dragão em direção à Harrenhall, Daeron já tinha essas informações e tratou de se preparar para o combate.

Um dragão sem asas ainda é um dragão

Enquanto os dois se preparavam para o combate, Sor Mooton decidiu que já era hora de sacrificar o dragão Sunfyre que havia quebrado sua asa, e estava agonizando em Ninho das Gralhas.

Essa passagem é interessante para podermos ver o quanto um dragão obstinado é perigoso, ainda que não tenha condições para voar.

Sunfyre provou mais formidável do que o esperado. Os dragões são criaturas estranhas no chão, e sua asa rasgada deixou o grande dragão ancião dourado incapaz de levantar voo. Os atacantes esperavam encontrar o animal perto da morte.

Em vez disso, encontraram-no dormindo. Acontece que o choque de espadas e o trovão dos cascos dos cavalos logo despertou-o, e lança que o feriu provocou uma insana fúria. Pegajoso e enlameado, contorcendo-se entre os ossos de inúmeras ovelhas, Sunfyre se comportava como uma serpente, atacando com a cauda, enviando rajadas douradas de fogo em seus atacantes enquanto ele lutava para voar. Por três vezes ele se levantou, e por três vezes caiu de volta no chão.

Sunfyre resiste
Sunfyre resiste

Os homens de Mooton cercaram com espadas e lanças e machados, infligindo muitas feridas dolorosas… mas cada golpe  parecia apenas enfurecê-lo mais. O número dos mortos chegou a um terço dos presentes antes que os sobreviventes fugissem.

Entre os mortos estava Walys Mooton, Senhor da Donzela. Quando seu corpo foi encontrado uma quinzena mais tarde por seu irmão Manfyrd, nada sobrou a não ser carne carbonizada em uma armadura derretida, recheado de larvas rastejantes.

No entanto, em nenhum lugar nesse campo de cinzas, cheio de corpos de bravos homens queimados e carcaças inchadas de uma centena de cavalos, o Senhor Manfyrd conseguiu encontrar o dragão do Rei Aegon. Sunfyre sumiu. Também não existiam rastros, e certamente não tinha como o dragão ter se arrastado para longe.

Sunfyre, o Dourado tinha conseguido voar novamente, ao que tudo indicava… mas para onde, nenhum homem vivo poderia dizer.

Aemond é enganado e Porto Real é tomado. Rhaenyra senta no Trono de Ferro

Enquanto Aemond marchava contra Harrenhal, Daemon e Rhaenyra perceberam que a capital estava praticamente indefesa, tendo em vista que Helaena ainda estava de luto, e dificilmente montaria Dreamfyre.

Assim, os dragões dos Negros invadiram Porto Real, trazendo medo a todos habitantes.

Um fato que deve ser citado é que a Rainha tentou avisar Aemond da invasão, mas ela foi traída pela Patrulha da Cidade.

Daemon tinha o controle dos mantos Dourados…

Ele já tinha sido Comandante da Patrulha da Cidade de Porto Real anos atrás e irmão do antigo Rei. Assim, ter a fidelidade da Patrulha da Cidade foi relativamente fácil.

A cidade é tomada pelos Negros, mas mesmo assim Aegon II consegue fugir pelos corredores secretos da Fortaleza Vermelha.

Voando acima da costa ocidental do Olho de Deus, bem longe da linha de marcha de Sor Criston, ele evitou o inimigo, atravessou o Agua Negra, e em seguida, virou-se para leste, seguindo a jusante de Porto Real.

Rhaenyra e Syrax
Rhaenyra e Syrax

E em Pedra do Dragão, Rhaenyra Targaryen vestiu sua reluzente armadura de placas negras, e montada em Syrax, levantou vôo como uma tempestade açoitadora, voando por cima do Agua Negra. Bem acima da cidade a rainha e seu príncipe se reuniram, circulando toda a Colina de Aegon.

A visão deles incitou terror nas ruas da cidade,  pois os plebeus que não eram tão lentos de raciocínio perceberam que o ataque que haviam temido, finalmente chegou. Príncipe Aemond e Sor Criston deixaram a cidade indefesa em busca de Harrenhal. O Regente tomara Vhagar, sua besta temível, deixando para trás apenas Dreamfyre e um punhado de filhotes recém-nascidos para se opor aos dragões de Rhaenyra.

Os jovens dragões nunca tinham sido montados e a cavaleira de Dreamfyre, a Rainha Helaena, era uma mulher quebrada. A cidade estava sem dragões.

[…]

A visão dos dragões da rainha no céu arrebatou o sentimento de oposição, e os remanescentes leais do Rei Aegon esconderam-se, fugiram ou dobraram os joelhos.

Um por um, os dragões desciam. Sheepstealer no topo do monte de Visenya, Asaprata

e Vermithor na Colina de Rhaenys, ao redor do Fosso dos Dragões.

Príncipe Daemon circulou as torres da Fortaleza Vermelha antes de levar Caraxes para o pátio exterior . Só quando ele estava certo de que os defensores não iriam oferecer -lhe perigo, ele fez sinal para sua esposa, a rainha, descer em cima de Syrax.

Addam Velaryon permaneceu no ar, voando Seasmoke em torno das muralhas da cidade, a batida coreácea das grandes asas de seu dragão era uma advertência para aqueles  lá embaixo de que qualquer desafio seria recebido com fogo.

Ao ver que a resistência era inútil, a rainha viúva Alicent surgiu da Fortaleza de Maegor com seu pai Sor Otto Hightower, Ser Tyland Lannister, e Lorde Jasper Wylde.

(O Mestre dos Sussurros conseguiu fugir).

A Rainha Alicent tentou tratar com sua enteada (Rhaenyra). “Vamos juntas convocar um grande conselho, assim como o Velho Rei fez em sua época”, disse a rainha viúva, “e colocar a questão da sucessão diante dos senhores do reino”.

Mas a rainha Rhaenyra rejeitou a proposta com desprezo. “Nós duas sabemos como esse conselho iria decidir. “Então ela lançou a escolha para sua madrasta: rendição ou fogo.

Curvando a cabeça para a derrota, a rainha Alicent entregou as chaves do castelo, e ordenou que seus cavaleiros depusessem as armas.

“A cidade é sua, princesa “, é relatado que ela disse. “mas você não vai segurá-la por muito tempo. Os ratos apareceram quando o gato se foi, mas o meu filho Aemond voltará com fogo e sangue” .

No entanto, o triunfo de Rhaenyra estava longe de ser completo. Seus homens encontraram a mulher de seu rival, a rainha louca Helaena , trancada em seu quarto… mas quando arrombaram as portas dos aposentos do rei, eles descobriram apenas “sua cama, vazia e seu penico, cheio”.

Rei Aegon II tinha fugido e sua fuga atormentava Rhaenyra… Como se ela não fosse realmente a Rainha. A subida de Rhaenyra ao Trono não foi uma das mais tranquilas, pois até mesmo em sonhos ela dizia que  o trono não era dela.

O Trono de Ferro é de Rhaenyra…mas até quando?

Depois dos preparativos, todos foram trazidos para se ajoelhar à nova Rainha. E foi nesse momento em que, seus tormentos se tornaram ainda maior. O Trono de Ferro, recusou-a.

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O Trono de Ferro, forjado nas chamas negras de Balerion

[…] ainda em sua armadura, ela sentou-se no Trono e cada homem e mulher na Fortaleza Vermelha foram trazidos e tiveram que ajoelhar-se diante dela, implorar por seu perdão e jurar suas vidas e espadas e honra a ela como sua rainha.

A cerimônia prosseguiu durante toda aquela noite. Já havia passado toda a madrugada quando Rhaenyra Targaryen desceu do trono.

“E, como seu marido senhor príncipe Daemon escoltou-a para fora do salão, os cortes foram visto sobre as pernas de sua Graça e na palma da sua mão esquerda. Gotas de sangue caíram no chão conforme ela ia passando, e os homens sábios se entreolharam, embora nenhum se atrevia a falar a verdade em voz alta: o Trono de Ferro tinha rejeitado ela, e seus dias em cima dele, estavam contados.”

Rhaenyra finalmente senta no Trono de Ferro que tanto almejou.

Mesmo com tantos dragões ao seu lado será que ela manterá o controle dos Sete Reinos?

Será que Syrax, Caraxes, Vermithor, Sheepstealer e Seasmoke conseguirão manter o trono conquistado a duras penas?

Na próxima semana trarei as respostas a essas perguntas e a conclusão da Dança dos Dragões, enfatizando quais dragões continuaram vivos nessa insana guerra civil.

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[ATUALIZADO] As imagens constantes no post foram encontradas na Internet. A maioria são imagens retiradas de sites de RPG (como a Paizo, D&D e Magic The Gathering) tendo em vista que o tema “Dragões” é recorrente em seus produtos.

Outras imagens são de Marc Simonetti, desenhista das capas dos livros de As Crônicas de Gelo e Fogo publicados pela Editora Leya.

Outras imagens foram encontradas em Tumblr, DeviantArt, ou resultado de buscas no Google.

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65 comentários sobre “As Crônicas de Gelo e Fogo – Dragões, Fogo, Sangue e sua Dança

  1. Drunk muito obrigada por me proporcionar esse momento incrível! Sim, assim como você sou louca por dragões, mas como na saga do Martin não se fala muito deles, e eu não manjo muito de ler em inglês estava bem órfã dessa parte. Cara… confesso que doeu muito ler os trechos de morte dos dragões porque né, não dá pra escolher um lado e achar ótimo quando um dragão do inimigo morre… essas criaturas nos fascinam! Não sei explicar mas tenho muito receio de ver os dragões de Dany em batalha, é um receio misturado com ansiedade, ao mesmo tempo quero vê-los queimando Lannisters, Freys e Boltons , porém o medo da morte deles é maior que meu desejo por sangue (normal em mulheres “bem mulherzinhas” como eu rs). Confesso que não sei se lerei a segunda parte porque sou movida pelo mistério e tenho esperança de que esse livro seja lançado logo no Brasil pra eu poder degustá-lo todinho! Mas essa primeira parte já me proporcionou um momento mágico, de me sentir mais íntima dos dragões e da obra toda do Martin. Parabéns pelo resumo, você arraza!😉

    1. Juliana, obrigado!
      A ideia realmente é trazer a Dança dos Dragões para quem não teve acesso ao livro…
      Se vc ler a conclusão, verá que os dragões de Daenerys não serão imbativeis. Isso da um certo medo!🙂
      Um beijo e obrigado!

  2. Oi Dunk amei o post e já estou contando os dias para a continuação, porem como você mesmo disse é fácil se perde entre tantos Aegons, Daemons, Daerons, então me perdi e apesar de reler tudo, não consegui entender qual dos filhos de Helaena Targaryen morreu e como ele morreu?

    1. Negativo.Quando os Targaryein se mudaram de Valiria para Pedra do Dragao trouxeram 5 Dragões, apenas 1 sobreviveu Balerion. Meraxes e Vhagar nasceram tempos depois.

  3. Cara…Vc eleva a um outro nível o lance de curtir os livros…Mais um post pra tirar o chapéu em termos de detalhamento, pesquisa, organização e clareza…

    Mto obrigado pelo tempo que dedica a essa obra…

  4. “Havia também o fato de que Rhaenyra casou-se pela primeira vez com Laenor Velaryon, e os filhos, frutos desse enlace, eram considerados bastardos.
    Cabe dizer aqui que esse fato é questionável tendo em vista que a Casa Velaryon é de origem valiriana.”

    Será que você entendeu realmente o porquê de Jace, Luke e Joffrey serem considerados bastardos?

  5. Bem a principio, em vez do artista acabar os ventos do inverno anda ocupado a descrever histórias de 300 a 100 anos da verdadeira história de guerra dos tronos, tais como os contos de Egg e Dunk, cavaleiro de Westeros, outra sobre não sei que sobre mulheres lobos do norte de Winterfell e pelos vistos este sobre a guerra civil Targaryen etc … Ai assim nunca mais acaba as crónicas que já iniciou quase à 20 anos. O velhadas devia era fidelizar os fás à sua ficção acabando o conto e posteriormente desenvolver este tipo de contos para matar saudades e também para nos levar mais adentro do seu mundo. Não tem piada isto, só se for para fazer um filme ou uma mini-série.
    Eu quero os ventos do Inverno … Assim nunca mais mesmo ele termina isto !
    Quanto à história, está mais aprofundada mas creio eu que já tinha lido isto no Wiki e que um dragão matou a mãe e esse tal Aegon ficou apelidado como matador de dragões…
    Agora só vejo uma relevância para estes contos, há qualquer coisa que o autor vai usar para finalizar as crónicas de gelo e fogo, senão está a perder tempo por mais qualidade sejam esses contos tanto para os leitores.
    Eu por acaso so tenho dois anos de leitura do velhadas e apaixonei-me mas agora até entendo aqueles fás que acompanham os livros desde a década de 1990 até agora. É muito tempo mesmo, isto claro se ele andar a brincar com a paciência dos leitores. Inicialmente até entendia-se o tempo de demora devido à visibilidade e orçamento limitado, agora que está no auge desvia-se para contos no mesmo espaço fictício só que séculos antes, sem revelar muita coisa para a obra em si.
    Acabei de ler os livros todos dele num espaço de 2 meses após ter visto o casamento vermelho na série, e quando cheguei ao último livro reparei que as publicações têm um espaçamento de lançamento de 3 a 6 anos cada, e relembrando que o último foi publicado em 2011 já iniciando nesse mesmo ano 200 páginas dos ventos do inverno com previsão para meados de 2014, sabendo agora que o autor prevê para 2015 e 2016. Bem visto as coisas assim, não duvido que se prolonga para esses anos senão for mais tempo, anda a perder tempo com isto (sem retirar a qualidade). Quanto há relevância deste conto mostra a queda da supremacia dos Reis dragões com a morte de quase todos os Dragões. A importância agora será creio eu para que os leitores saibam o que irá acontecer quando os Dragões de Daenerys atacarem! Agora deve haver mais Dragões aí, pelo menos para Jon Stark Targareny🙂 o Cannibal quem sabe, algures congelado no Norte para-lá-da-mauralha🙂

  6. Felipe Lobato- Eu não acho que ele quiz dizer que só aconteceu uma terra por que a garota nasceu morta,mas pelo que eu entendi,esse evento foi a tal ”gota d’agua”..ou seja,Ela ja tinha razões para guerrear antes,mas a gravidez a impossibilitava,e o fato do bebê nascer morto,fez a ira dela aumentar.

    Felipe Bini-Não,eu sei que o evento é verdadeiro,mas a grande maioria não sabe! sim,sou daquelas de só começar uma discussão se o fato esta nos livros,e não se virá a estar!
    Eu acho que é sempre bom acrescentar em informações sim,mas não é obrigatório esse tipo de noticia,ja que não se tem nada a falar sobre! -o que me deixou incrédula,não foi o fato dele deixar de acrescentar essa informação,mas o desdém de voces por um post rico em conhecimento desses,por uma informação insignificante que nem esta nos livros ainda,e que nem é um fato de tal importância a ser obrigatório em posts sobre curiosidades..apenas isso!
    o post é sobre dragões,e ele relatou sobre os dragões que estão nos livros!

    1. Bem, ainda que se assuma sua posição de que não possamos levar em conta nada que o próprio GRRM tenha falado categoricamente sobre o assunto – ainda que ele estivesse lendo palavra por palavra do que vai ser publicado – e só possamos nos ater a informações dos livros publicados, temos problemas com a postagem.
      O que me impressiona é você defender com tanta veemência um post contendo erros, incompletudes e desinformações quanto a informações dos próprios livros. A postagem (supostamente) é sobre dragões, mas não há menção ao surgimento deles nas Quatorze Chamas; não há menção sobre as intenções do Viserys I em relação a que a Rhaenyra, de que esta o sucedesse; não há menção ao fato de que se suspeitava que os filhos de Rhaenyra e Laenor tivessem como pai na verdade Harwin Strong, e por isso eram tidos por muitos como bastardos; a Patrulha da Cidade é chamada Guarda Real… Tudo isto está nos livros. E temos ainda problemas com informações que já foram desmentidas oralmente. A riqueza de informação advém simplesmente de uma resenha extensa do conto, mas está permeada também de erros crassos, de desinformação pra quem ainda não leu. Isso ao meu ver é que é digno de “incredulidade”.

    2. Post rico em conhecimento? O cara fala que Daemon Targaryen era da Guarda Real! Ele confunde com Patrulha da Cidade.

      Como que Daemon podia ser da Guarda Real se havia sido casado com Laena Velaryon e depois com Rhaenyra?

    3. Chamaria esse post de tudo menos de rico em conhecimento. Qual a proposta? Falar sobre a Conquista e a Dança? Há um resumo de TPaTQ na AWOIAF e até mesmo na wiki brasileira. Há uma versão traduzida de TPaTQ na internet.

      O cara fala que os dragões vieram das Terras das Sombras, quando a única confirmação que temos é que os primeiros ovos foram encontrados em Catorze Fogos.

    1. O próprio gênio da Rhaenyra, né. O Grande Meistre Orwyle sabia que ia dar merda.

      “Se nós fizermos isso,” o Grande Meistre Orwyle advertiu o conselho, “certamente deve levar à guerra. A princesa não vai aceitar humildemente ser posta de lado, e ela tem dragões.”

  7. Tudo bem. Li o artigo e li os comentários. Perdão pela ignorância, mas o que seria “TPaTQ” e “AWOIAF”? Já vi que vou ter que ir atrás das fontes e tirar minhas próprias conclusões, se posso chamar assim.

    1. Embora Nettles (a garotinha) não possuísse características físicas Targaryen, ela pode ser considerada um dragonseed até que se prove o contrário. Afinal, ela domou um dragão, coisa que apenas os Targaryen podem fazer, pelo que sabemos. Muitos em Pedra do Dragão tentaram domar os dragões, e apenas os bastardos Targaryen conseguiram.

      Se Nettles era dragonseed mesmo ou não, é algo que só vamos saber quando o Martin lançar o Fire and Blood, que tem narrador onisciente. Tanto o The Princess and The Queen quanto o The King’s Brother são do ponto de vista de meistres.

      O fato de Nettles ser morena não significa que ela não seja Targaryen. Baelor Breakspear era filho de Daeron II Targaryen mas era moreno por causa de sua mãe dornesa. A própria filha de Rhaegar era morena também por causa de Elia Martell.

      1. Essa questão gera dúvidas e é controversa. Eu sou da corrente que acredita na possibilidade de a Nettles ter sido inserida justamente pra causar essa dúvida se é possível ou não não-dragonseeds montarem dragões. Mas admito que os indicativos de que só gente do sangue do dragão possa domar montar são bastante fortes.

      1. Sussa é que to meio DOIDINHO PRA LER O RESTO, kkkk
        Por causa dessa resenha sua animei a ler os livros, já estou terminando o primeiro (apesar dos floods da série). Aguardando ansioso a continuação.

  8. Sem querer apressar o trabalho, a segunda parte ainda sai né ?
    Ficou muito bom mesmo, sempre bom saber mais sobre o passado de Westeros e conhecer mais a fundo as lendas. Obrigado pelo material disponibilizado e continue assim, ta sensacional.

  9. Esperando ansiosamente pela segunda parte. Essa parte da historia de Westeros e a tragédia de Solarestival são os que mais despertam minha curiosidade de saber o que aconteceu em detalhes. E li também as outras teorias que estão no mesmo nível. Obrigado pelo material disponibilizado, e continue com o trabalho sensacional que esta sendo feito.

  10. A história da Nettles é muito interessante pois ela conseguiu domar o dragão com a sua astucia em levar um carneiro todo dia para ele. Se, de fato, ela nao for targaryen, Martin estará abrindo um precendente muito importante nas Cronicas que pode voltar a acontecer.

    Por que digo isto? Pois Tyrion, sem duvida um dos caras mais espertos de toda as Cronicas , esta muito proximo dos dragoes e de Daenerys e é valido lembrar q ele sempre foi aficionado por dragões e os estudou durante sua juventude. Dessa forma, acredito que as chances de tyrion domar um dragao ate o ultimo livro sao grandes, independente de sua linhagem targaryen for compravada ou nao…

  11. TAVA DANDO UMA RELIDA NOS LIVROS QUANDO TIVE UM ‘CLICK’… SAQUEI NA HORA UM DOS GRANDES MISTÉRIOS DA SAGA: QUAL A REAL INTENÇÃO DE VARYS.
    PRIMEIRO VOU DAR UMA RECAPITULADA PARA MONTAR A TEORIA…
    VARYS DIZ O TEMPO TODO E PARA VÁRIOS OUTROS PERSONAGENS QUE O QUE VALE PARA ELE É O REINO. A PAZ DO REINO. AO FINAL DO LIVRO 5 TEMOS A CENA DE VARYS APRESENTANDO O JOVEM GRIFF COMO AEGON, HERDEIRO VERDADEIRO DO REINO AO ATUAL MÃO DO REI (FILHO DO URSUPADOR ROBERT). ASSIM, PRIMEIRAMENTE FICA CLARO QUE A INTENÇÃO DE VARYS É SUBSTITUIR O REI (HERDEIRO DO URSUPADOR) E COLOCAR EM SEU LUGAR UM TARGARYEN.
    PORÉM – E FOI ESSE O CLIQUE – NÃO SE TRATA DE UM TARGARYEN E SIM DE UM BLACKFYRE…
    OU SEJA, O JOVEM GRIFF, QUE POSSUI VÁRIOS TRAÇOS DE UM TARGARYEN, NÃO SERIA EXATAMENTE UM TARGARYEN QUE DIZ SER E SIM UM BLACKFYRE SE PASSANDO POR UM TARGARYEN. SABEMOS QUE O NOME BLACKFYRE REPRESENTA A LINHAGEM ‘NEGRA’ DOS TARGARYEN, E QUE ESTA LINHAGEM FOI A MESMA QUE FORA DERROTADA DA GUERRA DOS DRAGÕES. NO ENTANTO, UM RAMO DESTA FAMÍLIA SOBREVIVEU NO OUTRO LADO DO MAR. ASSIM O ULTIMO HERDEIRO DESTE RAMO DOS TARGARYEN, OU MELHOR FALANDO ‘BLAKFYRE’ SERIA O JOVEM GRIFF – O QUÊ CASARIA PERFEITAMENTE COM AS TEORIAS ENVOLVENDO DAENERYS A RESPEITO DO FALSO DRAGÃO, JÁ QUE PARA OS TARGARYEN, OS BLACKFYRES SÃO FALSOS DRAGÕES.
    ASSIM, CONCLUO QUE VARYS FOI ENVIADO A WESTEROS PARA SE INFILTRAR NO ALTO COMANDO DO REINO, SERVINDO O REINO COMO O ALCOVITEIRO SUPREMO ATRAVÉS DE SEUS ‘PASSARINHOS’ QUE REALMENTE ACREDITO SEREM PASSARINHOS, COMO UM WARG.

    O QUE ACHAM DESTA TEORIA???

  12. Parabéns Drunkwookie, vc não tem ideia de como o seu artigo ajuda a todos nós a compreender melhor este livro. Me tira uma dúvida, estas imagens dos dragões e seus cavalheiros estão neste livro ou vc colocou aqui apenas para ilustrar ? Obrigado.

  13. Incrivel, o post e sensasional parabens. Mas a parte 2 ta que nem os ventos de inverno kk🙂😉 esperando pelo livro e pelo post aqui em 2015 heuhe.

  14. Tenho que descordar na parte do “Que outra Targaryen perdeu o filho em níveis de estresse ” , Não foi só estresse, foi magia da bruxa .

Obrigado!

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